| Odontologia: Cirurgia, Clinica geral, Ortognática, Implante, Reabilitação, Clareamento, Halitose, Próteses e gengivite.. |
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| Hospitais Especialidades Responsabilidade Social e Ambiental | |
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Olá para todos!!! Este mês escolhi escrever sobre um assunto bastante atual e polêmico da área Odontológica: A escolha entre manter ou extrair um dente para a colocação de implantes dentários. O motivo é que acabo de escrever um capítulo de livro que será lançado no Congresso Internacional de Osseointegração, a convite de dois amigos e professores do curso de especialização em Periodontia cujo faço parte. A idéia é alertar você no sentido de que o implante por si só não é a “maior maravilha do mundo”, quer ver? Atualmente, a escolha pela colocação de implantes em locais de dentes comprometidos periodontalmente parece óbvia e a extensa colocação de implantes na atualidade poderia ser explicada pelo grande conhecimento científico adquirido ao longo dos anos considerando as reabilitações conseguidas com implantes, que ganhou espaço e suporte entre dentistas, pacientes e a indústria, juntamente com a promoção mercantilista. A grande questão é que alguns profissionais acreditam que a doença periodontal é a grande causa de perdas dentais, mas de maneira geral, 60% das extrações dentais são por cárie dental e aproximadamente 30% por questões periodontais. Outro ponto interessante é que a literatura periodontal mostra que dentes tratados e mantidos sob monitoramento profissional, podem permanecer por longos períodos de tempo na boca, refletindo saúde e função. Quando comparamos estes dados com os índices de sucesso e manutenção de implantes na boca, os números mostram-se equivalentes, porém nos implantes há também a possibilidade de que ocorram complicações semelhantes à doença periodontal, como perda óssea e inflamação ao redor dos implantes, mas neste caso o tratamento se torna mais delicado, difícil e menos previsível. Portanto, manter ou extrair dentes é considerado um dilema na clínica diária, não só pelo fato da emancipação da Implantodontia, mas também porque os aspectos que tangem a tomada de decisão no momento da extração não deveriam ser encarados de maneira simples e muito menos empírica, mas sim baseada em evidência científica, conceitualmente definida por Sacket et al (1996) como “o uso consciente e explicito da melhor e mais atual tomada de decisão sobre o tratamento individual de pacientes.” Isso implica em estar ciente das opções de tratamento, a escolha e desejos dos pacientes, as relações de risco-benefício e de custo-benefício, a curva de aprendizagem do profissional, o prognóstico da tomada de decisão clínica e do plano de tratamento escolhidos. Logo, antes de pensar em colocar implantes é necessária uma boa análise das suas condições bucais, assim como, o esclarecimento dos pontos positivos e negativos das opções de tratamento que você poderá escolher. Abraços a todos, Dr. Ivan Munhoz Pasin
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