A sociedade
internacional de dor craniofacial classificou, em 1988,
em Oslo, na Noruega, várias moléstias que
provocam dores de cabeça.
Entre elas,
estão as de origem vascular; as neuralgias (dores
nos nervos e suas ramificações); as dores
de cabeça após trauma, infecção
ou relacionadas com o metabolismo; as dores em dentes e
aquelas relacionadas às desordens temporomandibulares
(articulação entre a mandíbula e o
crânio localizada perto do ouvido, mais precisamente
no osso temporal), também conhecidas como DTM –
disfunção caracterizada pela perda gradual
da mobilidade mandibular, ou seja, da movimentação
da mandíbula nos movimentos de abertura e lateralidade.
A
DTM está intimamente ligada ao aparelho mastigatório,
ou seja, dentes, músculos, ligamentos, articulações
e ossos, e normalmente apresenta causas diversas como problemas
emocionais, hormonais, locais, anatômicos e parafuncionais
(atividades não funcionais, danosas ao sistema mastigatório
e aos dentes). A mais comum delas é o bruxismo, ato
de ranger os dentes durante a noite.
As
más oclusões dentárias (quando o arranjo
estético e o funcional não são aceitáveis)
também podem agir como fatores desencadeantes e perpetuantes
das dores nas articulações temporomandibulares
e faciais.
Elas têm sido associadas a problemas de dores de cabeça
desde os anos 60, e certamente contribuem para alguns quadros
de dores orofaciais, localizadas nas regiões da cabeça
e pescoço.
Um
arranjo oclusal correto (organização das arcadas
e o relacionamento entre elas) é importante para
a estabilidade articular e muscular do paciente. Essas condições
são particulares, devem ser diagnosticadas por dentistas
e tratadas através de trabalhos restauradores e reabilitadores
bucais.
As soluções variam a cada caso: próteses
fixas ou removíveis, implantes, restaurações
ou dispositivos fixos ou removíveis.
Sendo
assim, é importante que se faça um diagnóstico
preciso para que se estabeleça um tratamento adequado.
Para isso, é necessário o trabalho em conjunto
de uma equipe multidisciplinar, composta por otorrinolaringologista,
neurologista, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo
e dentista.
As
pesquisas nessa área se intensificam a cada dia.
Novos tratamentos estão sendo estabelecidos para
tratar estas condições e minimizar as conseqüências.